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PORTO ALEGRE!
Belas edificações e vida cultural agitada encantam os turistas em Porto Alegre !
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PORTO ALEGRE ! Fonte:
Belas edificações e vida cultural agitada encantam os turistas em Porto Alegre ! PMF/Uol Viagens/ Wikipédia/ Guia 4 Rodas
PORTO ALEGRE

Dá trabalho fotografar Porto Alegre. Tem árvore demais. O turista quer registrar a fachada do museu ou restaurante de que mais gostou e vê árvore na frente, dos lados, nos fundos, vê galhos frondosos esparramados sobre as mesas dos bares nas calçadas. O excesso de verde quase esconde Porto Alegre, ou melhor, revela uma cidade grande especial, que cultua os parques e a companhia de um lago gigantesco, o Guaíba, para espairecer do concreto. A capital do Rio Grande do Sul se alimenta de uma intensa vida cultural e do orgulho de ter mais de um milhão de árvores para exibir aos visitantes, dois tipos distintos de oásis no meio do caos urbano.

A vida cultural ganhou em 2008 um museu de padrão internacional, a Fundação Iberê Camargo, com projeto arquitetônico do português Álvaro Siza. Não bastasse a elegância das linhas das paredes brancas, o museu ainda se encaixou numa paisagem privilegiada, na orla calçada do Guaíba. Expõe regularmente o acervo do pintor Iberê Camargo, falecido em 1994, aos 79 anos, e também mostras de artistas nacionais e estrangeiros.

Quem escolhe o segundo semestre para conhecer a cidade consegue fugir do frio, que pode ser intenso, de junho a agosto, e aproveita os grandes eventos de teatro, literatura e artes visuais que são o Porto Alegre Em Cena, a Feira do Livro e a Bienal do Mercosul, esta em anos ímpares. O verão costuma ser sufocante. Pelo menos não falta sombra.

Setembro também traz a primavera, os jacarandás floridos e o Acampamento Farroupilha, no Parque Maurício Sirotsky Sobrinho. O evento reproduz os galpões, os passeios a cavalo e as tradições gaúchas nas roupas, na gastronomia e na música nativista. Parece um outro tempo, arquetípico, injetado nas artérias da cidade.

Na comparação com capitais de grandes dimensões como São Paulo ou Florianópolis, Porto Alegre parece concentrar suas atrações em poucos quilômetros. Dá a impressão de que tudo fica perto, a poucos minutos de táxi, de lotação (um tipo de microônibus) ou de ônibus - o transporte público é eficiente. Visitantes instalados em hotéis de bairros como o Moinhos de Vento, a área nobre da cidade, ou a Cidade Baixa, que é a parte antiga, dispõem de uma vasta oferta de restaurantes, lojas, teatros, casas noturnas e dos passeios a qualquer hora do dia nos parques Farroupilha e Parcão.

Os parques e praças não são cercados, o que desaconselha a freqüência noturna. O Farroupilha tem monumentos importantes, pedalinho no lago, minizôo com aves e macacos e leva ao Brique da Redenção, uma feira de antiguidades aos domingos. O Parcão, apelido do Parque Moinhos de Vento, é vizinho da ´Calçada da Fama´, a rua Padre Chagas, uma miniatura da paulistana Oscar Freire.

No Centro, não deixe de visitar o Mercado Público e o Santander Cultural, duas preciosidades restauradas. O Mercado data do tempo da escravidão. O imenso quadrado tem quatro entradas, e na encruzilhada dos caminhos, conta a lenda, repousa a Pedra do Bará, um orixá que energiza e protege quem circula por ali.

Porto Alegre e Região Metropolitana são importantes polos das religiões afro-brasileiras. Em meio a açougues, peixarias, fruteiras, delicatessen e lojas de bebidas, o Mercado também abriga rituais de iniciação de pais-de-santo. E um bar com mais de 100 anos, o Naval.

Outro programa divertido na região central é pedir autógrafo para os poetas Mario Quintana e Carlos Drummond de Andrade, num banco da Praça da Alfândega. Eles não vão dar autógrafo: estão lá erguidos em bronze, para a posteridade, mas se deixam tocar, abraçar, fotografar. Não faz muito tempo furtaram o livro (em bronze) que Drummond segura, em pé, como que lendo a página para o poeta gaúcho, sentado. Vem da obra do adorável Quintana uma dos versos mais ferozes e sintéticos sobre a luminosidade milagrosa que conforta os moradores do sul do mundo no outono e na primavera:

Em qualquer estação do ano, moradores e turistas convergem em bandos para o pôr-do-sol mais concorrido da cidade, na avenida Beira-Rio, perto da Usina do Gasômetro. Não tem mar, como em Jericoacoara ou Ipanema, mas os reflexos que a luz do final do dia despeja sobre as águas do Guaíba são de fazer engasgar o chimarrão. Para esses momentos especiais carrega-se o kit da bebida típica: cuia com a erva-mate esculpida no topo (ela é a prova de vento, curiosamente), bomba prateada, garrafas térmicas.

O final de 2008 também trouxe de novidade uma megadanceteria, a Café Segredo, na Cidade Baixa. Além de ´gay friendly´, o bairro está ficando com fama de trendy, ou fashion, ou descolado, no português dos clubbers. Concentra dezenas de bares, botequins e casas com música ao vivo entre as ruas João Alfredo, Lima e Silva e República, essa a mais arborizada e bonita do pedaço.

Porto Alegre produz e consome muita música. Na terra de Lupicínio Rodrigues e Elis Regina, e de Wander Wildner e Papas da Língua, existem dezenas de palcos para shows e uma variedade impressionante de bandas locais, ritmos e estilos, de segunda a domingo. Rock?n?roll, blues, jazz, bossa nova, pagode, chorinho, MPB. Samba de raiz, samba-rock, black music, reggae, funk, hip hop. Sem esquecer o repertório nativista, acompanhado de danças típicas, disponível em shows dos CTGs (centros de tradição gaúcha).

Viu só? Não é verdade que a principal vantagem turística de Porto Alegre é estar localizada a apenas hora e meia de carro de Gramado ou duas horas de vôo de Buenos Aires. Isso é só uma gozação. Bem típica, aliás, do humor local, que é autodestrutivo, como as discussões entre gremistas e colorados. Dependendo do foco da viagem, se são os museus, os parques ou a vida noturna, uma passagem de dois ou três dias (na volta da Serra Gaúcha ou de Buenos Aires) mal dá tempo de fazer a digestão do churrasco. Em tempo: para os gaúchos mais radicais, salada é perda de tempo. A salada só retarda a comida, que é a carne.


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